quinta-feira, 4 de setembro de 2008
a lágrima una ficou lá, paradinha no olho esquerdo. não queria escorrer, se sentiu vazia. e que vazio! até de lágrimas, dessa vez... logo eu, que sempre fui cheia delas! eu fui cheia delas e o buraco é um escape. e elas devem ter fugido por lá! cansaram de deslizar minha face, percorrer um longo caminho de poros no rosto, e enfim cair para ser uma gota qualquer, que expressou uma dor ou prazer. e essa não quer sair! ela fica tão ali, parada. espero e ela não cai. não quer, não quer, ela quer me habitar, esta dor. quando a gente chora parece que é pelas lágrimas que as dores vão embora, então quero que essa caia; caia logo, lagriminha, e me tira a dor, que pinica meus sentimentos, me incomoda e agoniza em mim
Uma decepção... uma não, muitas!
e perdemos o tesão... é fácil demais perder o tesão! é angustiante tudo aquilo que é fácil demais... e é, portanto, angustiante perder o tesão. não ter vontade de fazer aquilo que se quis, perder a força de vontade pro esforço. esforço cansa... e muito quando não se tem tesão... a coisa mais triste é desvalorizar o esforço alheio, trabalho que durou horas, dias, anos, não interessa, é um trabalho construído por cada fato, cada pedacinho de criatividade e força de vontade (junto com tesão às vezes) alheia. não valorizar o que foi construído é uma imensa falta de respeito. e respeito é, de fato, o que falta. o que é respeito? nem eu sei mais. ouvir é importantíssimo para se respeitar, procurar compreender, a espera é respeitosa, mas o atraso não. o interesse é respeitoso, o silêncio nem sempre é. é preciso ter tesão para se respeitar e é preciso respeitar para se ter tesão. a máquina não anda se não for assim, o homem-máquina, produtor de suas. suas tudo, 'produtor' (e produto) das relações! relação sem respeito e sem tesão, galera, não rola!
então, perdi o tesão. vou fazer, mas sem ele.
o medo de tudo ser posto a perder é desesperador. peço pra despertarmos
e perdemos o tesão... é fácil demais perder o tesão! é angustiante tudo aquilo que é fácil demais... e é, portanto, angustiante perder o tesão. não ter vontade de fazer aquilo que se quis, perder a força de vontade pro esforço. esforço cansa... e muito quando não se tem tesão... a coisa mais triste é desvalorizar o esforço alheio, trabalho que durou horas, dias, anos, não interessa, é um trabalho construído por cada fato, cada pedacinho de criatividade e força de vontade (junto com tesão às vezes) alheia. não valorizar o que foi construído é uma imensa falta de respeito. e respeito é, de fato, o que falta. o que é respeito? nem eu sei mais. ouvir é importantíssimo para se respeitar, procurar compreender, a espera é respeitosa, mas o atraso não. o interesse é respeitoso, o silêncio nem sempre é. é preciso ter tesão para se respeitar e é preciso respeitar para se ter tesão. a máquina não anda se não for assim, o homem-máquina, produtor de suas. suas tudo, 'produtor' (e produto) das relações! relação sem respeito e sem tesão, galera, não rola!
então, perdi o tesão. vou fazer, mas sem ele.
o medo de tudo ser posto a perder é desesperador. peço pra despertarmos
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
e a angústia me pegou pelo vazio... dessa vez ela entrou em mim pelo buraco no qual eu caí, profundamente. e me vi lá, naquele mesmo apartamento sem ar (mesmo estando fora dele - e quando aqui cheguei, tinha gente, gente que pra mim era.. sei lá,.. não senti). me pegou pelo vazio, olha só! e ali com tanta gente, no salão, inclusive depois das risadas e saltos, porque veio me pegar, cacete? eu estava legal.. não, não estava. e estava com a falta e excesso de mim mesma, e o buraco, ai meu deus! e porque me engano... não vejo nada, só tô vendo branco. e branco, buraco branco. ou preto. que angustiante deve ser ler isso, porque é massante, está tudo massante porque foi-se embora tudo. tudo que de verdade verdadeira era nada. mas era a superfície do buraco que tinha uma superfície. não quis quebrá-la mas tem uma hora que tudo encharca. e a gente cresce ou não. eu preciso de uma ruptura, tá me faltando. e não me sinto calu escrevendo, e não me sinto maíra. e não escrevo agora como elas, mas sou isso aqui mesmo que está sendo escrito. e quando vim inquieta no ônibus, e quando vi as luzes, um pensamento tão desajeitado do que é esse vazio. ela foi me pedir pra pensar nesse vazio e eu não consegui pensar durante todos os 5 dias. chegou hoje e o vazio me pegou. na verdade, a angústia me pegou pelo vazio, pra eu poder pensar nele... mas nada pode ser um pensamento concreto, porque nada me é concreto no dado momento.
e como outras vezes, estou me sentindo abstrata. sou algum farelo que se desfaz naquele roçar de dedos. quem sou eu?
e como outras vezes, estou me sentindo abstrata. sou algum farelo que se desfaz naquele roçar de dedos. quem sou eu?
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
um nome
um dia acordei e não era mais eu. todos os meus sentimentos, angústias, orgulhos, memórias, fugiram de mim, consciência plena de um vazio. percebi que algo me faltava. por onde meu corpo andara? o meu corpo! como seria seu jeito próprio de ser um corpo? não sabia me movimentar.
entrou em pânico quando lhe veio à cabeça a idéia de ter perdido a memória, quis se matar, chegou à janela. olhou para baixo ONDE ESTAVAM TODAS AS MEMÓRIAS?????????????????????????????????????????????????????????????????????????
órfã de um mundo, de si! se sentia desconfortável dentro daquele corpo, perdeu a consciência sã estava para sair correndo e não sabia nem para onde correr e porquê correr estava confusa perdida em todas as emoções que não existiam dentro dela.
levantou, procurou fotos pelo quarto, o mural de ímã! lá tinha fotos com pessoas sorrindo, era seu corpo, reconheceu -sentiu-! e panfletos de eventos, e ingressos de shows, e desenhos, e, percorrendo o olhar por tudo isso, parou em um documento. tinha seu nome, imaginou. mas não procurou ler de cara. havia esquecido, inclusive, que existia um nome. o que também determinaria seu futuro conhecimento da verdade: aquele corpo... seria dela? seria da mente que o habitava?
ora, eu havia de entender o que se passava. peguei-no..................................................................................................[lendo]
um nome. um nome. um nome. um nome. acabara de nascer! nasceu no meio de duas vidas. na metade. soube seu nome. pensou:eu me apaixonaria por esse nome. esse nome agora é meu. eu sou a pessoa que este nome determina e sou exclusivamente nomeada assim.
mas não bastou, ainda não conhecia sua história, tentou se enganar em vão. aquilo a estava deixando......... ficou tonta. escureceu a vista. não sabia mais falar. estava cega, no ouvido, apenas um zumbido. e caiu, profunda, em si.
lá dentro construiu sua própria história, imaginou tudo, tintin por tintin. viveu um mundo de sonhos. enxergava, por dentro, tudo aquilo que havia conhecido. ela vivia! e vivia mesmo. só que por dentro. não era mais sensível fisicamente, portanto, não tinha noção do que se passava fora, esquecera que havia o externo.
e será que, enquanto vivia-sonhava, estava morta? seria aquele sonho profundo de uma vida, a subconsciência da menina do quarto e das fotos e do nome? e aquele momento em que acordou e não sabia se estava em seu corpo seria um momento de total introsamento consigo mesma (como dois desconhecidos), um momento de conhecimento da sua subconsciência?me pergunto, aflita, qual seria a vida daquela menina das fotos, do quarto e do nome...
entrou em pânico quando lhe veio à cabeça a idéia de ter perdido a memória, quis se matar, chegou à janela. olhou para baixo ONDE ESTAVAM TODAS AS MEMÓRIAS?????????????????????????????????????????????????????????????????????????
órfã de um mundo, de si! se sentia desconfortável dentro daquele corpo, perdeu a consciência sã estava para sair correndo e não sabia nem para onde correr e porquê correr estava confusa perdida em todas as emoções que não existiam dentro dela.
levantou, procurou fotos pelo quarto, o mural de ímã! lá tinha fotos com pessoas sorrindo, era seu corpo, reconheceu -sentiu-! e panfletos de eventos, e ingressos de shows, e desenhos, e, percorrendo o olhar por tudo isso, parou em um documento. tinha seu nome, imaginou. mas não procurou ler de cara. havia esquecido, inclusive, que existia um nome. o que também determinaria seu futuro conhecimento da verdade: aquele corpo... seria dela? seria da mente que o habitava?
ora, eu havia de entender o que se passava. peguei-no..................................................................................................[lendo]
um nome. um nome. um nome. um nome. acabara de nascer! nasceu no meio de duas vidas. na metade. soube seu nome. pensou:eu me apaixonaria por esse nome. esse nome agora é meu. eu sou a pessoa que este nome determina e sou exclusivamente nomeada assim.
mas não bastou, ainda não conhecia sua história, tentou se enganar em vão. aquilo a estava deixando......... ficou tonta. escureceu a vista. não sabia mais falar. estava cega, no ouvido, apenas um zumbido. e caiu, profunda, em si.
lá dentro construiu sua própria história, imaginou tudo, tintin por tintin. viveu um mundo de sonhos. enxergava, por dentro, tudo aquilo que havia conhecido. ela vivia! e vivia mesmo. só que por dentro. não era mais sensível fisicamente, portanto, não tinha noção do que se passava fora, esquecera que havia o externo.
e será que, enquanto vivia-sonhava, estava morta? seria aquele sonho profundo de uma vida, a subconsciência da menina do quarto e das fotos e do nome? e aquele momento em que acordou e não sabia se estava em seu corpo seria um momento de total introsamento consigo mesma (como dois desconhecidos), um momento de conhecimento da sua subconsciência?me pergunto, aflita, qual seria a vida daquela menina das fotos, do quarto e do nome...
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
A outra
Agora ela, ela, sim, me disse coisas sem dizer, sem nem imaginar.
ela que me escreveu cartas de vários jeitos. nossa, seu jeito de falar. nossa, o que ela pensa. pelo que eu penso, ela é eu melhorada. me descreve, ingênua. inocente que só, fala nas palavras sábias seu imenso mundo de si. si, ou mi. porque me vi quando a li;
me inspiro quando a leio. ela me é quase um livro. se eu disser que ainda não a conheço, posso inclusive me sentir só. porque mesmo não a conhecendo, é como se fosse, porque ela estava em mim quando a encontrei. e não é calu, e não é aurora. e não é o sol também com seus pingos de nuvens. e não é nada que está aqui.
e também não digam que a amo, não a amo. também não digam que penso nela, porque não é assim... não a vejo fora de minhas letras, meu refúgio. tamanha inspiração ela me deu...
ela que me escreveu cartas de vários jeitos. nossa, seu jeito de falar. nossa, o que ela pensa. pelo que eu penso, ela é eu melhorada. me descreve, ingênua. inocente que só, fala nas palavras sábias seu imenso mundo de si. si, ou mi. porque me vi quando a li;
me inspiro quando a leio. ela me é quase um livro. se eu disser que ainda não a conheço, posso inclusive me sentir só. porque mesmo não a conhecendo, é como se fosse, porque ela estava em mim quando a encontrei. e não é calu, e não é aurora. e não é o sol também com seus pingos de nuvens. e não é nada que está aqui.
e também não digam que a amo, não a amo. também não digam que penso nela, porque não é assim... não a vejo fora de minhas letras, meu refúgio. tamanha inspiração ela me deu...
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