sexta-feira, 15 de outubro de 2010

faz tanto tempo que não tento
tirar um momento pro meu vento
que sai guiando-me palavras,
coisas que não vendo, não des-deixo-me atento, não falo lento, e nem não-invento.
coisas que só de falar
me deixam a par
sentir a gota gotear,
ou o mar ondular.
não gosto da rima, mas ela vem sem clima
quando a vontade, não mais que a vontade
faz a gente de bobo, como quem joga o jogo
de seguir em frente, como quem percebe o ventre
em fogo.
eu gosto de dizer, mas quem pode não querer
deixar em algum mundo
o olhar e o falar,
sobre aquilo que lhe toca, sobre aquilo que lhe aposta o amar e o respeitar.
é como se tudo aquilo que não cabe na palavra fosse ao menos tentável de dizer
difícil de querer aquele que não tem tempo, ou vento, ou cento
e um
mil
fases
faces
falhas.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

não sei exatamente onde está minha mente. esse lugar preto e branco onde escrevo é perfeito para incertezas...
não quero escrever nada, mas queria fotografar o que eu tô pensando...
não se pode fotografar

domingo, 2 de maio de 2010

caiu uma rima em cima de mim.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

estupidez

me sinto ridícula quando desprezo alguém. como se eu tivesse o direito de definir o que é estúpido e superficial, como se eu tivesse a capacidade impossível de decidir o que é espontâneo, o que do outro é crível. tudo aquilo que eu odeio em alguém deve ser tudo aquilo que eu fujo de ser, mas que instintivamente acabo sendo alguma vez...
tenho raiva quando acho você brega, chato, burro, odiável e completamente sem personalidade.

terça-feira, 30 de março de 2010

oi

demoramos tanto
que choveu quando.

choveu de acabar a luz
caiu raio em cima da casa
ficou escuro lá e tudo demorou mais
eu pra voltar e você pra subir, portanto

tive tanta raiva e por isso caiu raio em cima da casa
agora não tenho raiva nenhuma então a luz já deve ter voltado
a chuva foi refresco pra nós

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estou de saco cheio do meio do caminho.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

jogo entregue.
se num segundo você sente a vontade de dar certo,
no outro você desiste, e mais: se joga do mais alto penhasco em busca de nenhum acontecimento a mais.
o que sinto é como a energia dela perfurando meu estômago. tanto a chuva quanto o frio repentinos só ilustram meu puro sentimento.
já disse que nós nos casamos uma vez e não é à toa: ela sabe quando chover para que eu não tenha água pra chorar.