sexta-feira, 28 de maio de 2010

não sei exatamente onde está minha mente. esse lugar preto e branco onde escrevo é perfeito para incertezas...
não quero escrever nada, mas queria fotografar o que eu tô pensando...
não se pode fotografar

domingo, 2 de maio de 2010

caiu uma rima em cima de mim.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

estupidez

me sinto ridícula quando desprezo alguém. como se eu tivesse o direito de definir o que é estúpido e superficial, como se eu tivesse a capacidade impossível de decidir o que é espontâneo, o que do outro é crível. tudo aquilo que eu odeio em alguém deve ser tudo aquilo que eu fujo de ser, mas que instintivamente acabo sendo alguma vez...
tenho raiva quando acho você brega, chato, burro, odiável e completamente sem personalidade.

terça-feira, 30 de março de 2010

oi

demoramos tanto
que choveu quando.

choveu de acabar a luz
caiu raio em cima da casa
ficou escuro lá e tudo demorou mais
eu pra voltar e você pra subir, portanto

tive tanta raiva e por isso caiu raio em cima da casa
agora não tenho raiva nenhuma então a luz já deve ter voltado
a chuva foi refresco pra nós

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estou de saco cheio do meio do caminho.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

jogo entregue.
se num segundo você sente a vontade de dar certo,
no outro você desiste, e mais: se joga do mais alto penhasco em busca de nenhum acontecimento a mais.
o que sinto é como a energia dela perfurando meu estômago. tanto a chuva quanto o frio repentinos só ilustram meu puro sentimento.
já disse que nós nos casamos uma vez e não é à toa: ela sabe quando chover para que eu não tenha água pra chorar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

onde achar a palavra que determina um sentimento?
nenhuma palavra alcança o que está dentro e jamais será páreo para tão grande peso ou leveza que temos no peito...
a palavra está fora, e o que sentimos, dentro. ambos se encontram tentando formular raciocínios, explicações... mas na verdade não há nada que possa ser de fato explicado. assim como pelos olhos, já que não se sabe se o que vejo azul é igual ao que chamas de azul, e assim vai..
e assim vai a nossa eterna busca pelas explicações. ficamos encabulados com tantas coisas que o pensamento não se destrói. ou perdemos o juízo.
não quero mais explicações. vou tentar viver sentindo apenas.
é um trato comigo mesma.