Quando apanhei na caixa o seu livro, por um milésimo de segundo não abri o pacote.
O medo e o desejo: pois que pelo medo saberia que não mais dormia, devoraria.
O suspense em deixar-te esperar, sem mesmo que você soubesse ou sentisse essa espera.
Abri o pacote na ingenuidade de ler o que você teve pra dizer.
Pra quê? A vontade imensa de dizer me pegou pelo pescoço.
Não sei se me interessam as brechas ou não brechas. A efemeridade das coisas resulta apenas em respostas imediatas. Agora eu não sinto mais como há cinco minutos atrás. Agora eu sinto como se calu tivesse gostado de você e voltado só para que você pudesse conhecê-la.
Não tenho mais medo que as palavras fujam e não corro mais, portanto, em escrever.
Não quero escrever.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
faz tanto tempo que não tento
tirar um momento pro meu vento
que sai guiando-me palavras,
coisas que não vendo, não des-deixo-me atento, não falo lento, e nem não-invento.
coisas que só de falar
me deixam a par
sentir a gota gotear,
ou o mar ondular.
não gosto da rima, mas ela vem sem clima
quando a vontade, não mais que a vontade
faz a gente de bobo, como quem joga o jogo
de seguir em frente, como quem percebe o ventre
em fogo.
eu gosto de dizer, mas quem pode não querer
deixar em algum mundo
o olhar e o falar,
sobre aquilo que lhe toca, sobre aquilo que lhe aposta o amar e o respeitar.
é como se tudo aquilo que não cabe na palavra fosse ao menos tentável de dizer
difícil de querer aquele que não tem tempo, ou vento, ou cento
e um
mil
fases
faces
falhas.
tirar um momento pro meu vento
que sai guiando-me palavras,
coisas que não vendo, não des-deixo-me atento, não falo lento, e nem não-invento.
coisas que só de falar
me deixam a par
sentir a gota gotear,
ou o mar ondular.
não gosto da rima, mas ela vem sem clima
quando a vontade, não mais que a vontade
faz a gente de bobo, como quem joga o jogo
de seguir em frente, como quem percebe o ventre
em fogo.
eu gosto de dizer, mas quem pode não querer
deixar em algum mundo
o olhar e o falar,
sobre aquilo que lhe toca, sobre aquilo que lhe aposta o amar e o respeitar.
é como se tudo aquilo que não cabe na palavra fosse ao menos tentável de dizer
difícil de querer aquele que não tem tempo, ou vento, ou cento
e um
mil
fases
faces
falhas.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
estupidez
me sinto ridícula quando desprezo alguém. como se eu tivesse o direito de definir o que é estúpido e superficial, como se eu tivesse a capacidade impossível de decidir o que é espontâneo, o que do outro é crível. tudo aquilo que eu odeio em alguém deve ser tudo aquilo que eu fujo de ser, mas que instintivamente acabo sendo alguma vez...
tenho raiva quando acho você brega, chato, burro, odiável e completamente sem personalidade.
tenho raiva quando acho você brega, chato, burro, odiável e completamente sem personalidade.
terça-feira, 30 de março de 2010
oi
demoramos tanto
que choveu quando.
choveu de acabar a luz
caiu raio em cima da casa
ficou escuro lá e tudo demorou mais
eu pra voltar e você pra subir, portanto
tive tanta raiva e por isso caiu raio em cima da casa
agora não tenho raiva nenhuma então a luz já deve ter voltado
a chuva foi refresco pra nós
que choveu quando.
choveu de acabar a luz
caiu raio em cima da casa
ficou escuro lá e tudo demorou mais
eu pra voltar e você pra subir, portanto
tive tanta raiva e por isso caiu raio em cima da casa
agora não tenho raiva nenhuma então a luz já deve ter voltado
a chuva foi refresco pra nós
quinta-feira, 4 de março de 2010
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