Hipnotiza.
É por isso que eu não tiro os olhos de meduza dos seus. é por isso que a gente congela e vira pedra quando se vê. Um raio vermelho intenso perfura os meus, saindo dos seus. e provavelmente vice-versa, porque você também não pára...
quando dizem: é um caso perdido, uns 20 anos atrás e as crianças da sua idade corriam e brincavam na rua. ele o fazia.
E quando o dizem, eu só lembro dos olhares súbitos e nem quero mais nada... há algo em só olhar que me deixa num estágio acima da paixão.
É algo inexplicável por qualquer boca, que não quer beijar. É uma questão de olhos, apenas.
O que será, então, senão hipnose?
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
inspiração
Pela primeira vez ela percebeu que assistiria ao começo de uma "aguada". Sempre quisera participar de um começo tão interessante, o começo da relação homem-chuva.
A mãe chamava: vá terminar a arrumação, pare de enrolar, Menina!
mas a Menina não escutava dessa vez, e da janela olhava o prefácio:
um céu claro como se o sol houvesse se despidido há pouco, onde nuvens muito brancas passeavam sem pressa. Nuvens tão brancas, que parecia haver uma lua cheinha ali por cima delas. Mas não, essa claridade em plenas 19:30 era só prenúncio da Coisa Esperada.
O céu que estava limpo em cima da Baía continuou limpo, e apenas acima de sua cabeça a Menina via nuvens mais escuras dançando com as brancas, aquelas por baixo destas mais pareciam imitar os seus contornos, como se estivessem em performance de nado sincronizado.
Tanto elas nadavam pelos céus quanto a Menina se hipnotizava... mais e mais.
De repente, um clarão. E a aflição subiu pelos pés e levantou seus cabelos: ela estava diante do princípio; o princípio inexplicável do paraíso infernal que pode reinar sobre a Terra sem que os homens consigam escapar ou dizer não.
Outro clarão e ela estava extasiada, esperando mais e mais. Porque nunca havia visto relâmpagos acima de si. Sempre na diagonal, sempre na diagonal, era como via os relâmpagos, raios e trovões.
Olhando ainda pra cima, a esperada temporada micro de uma chuva de verão começou a chegar. viu o primeiro pingo ao seu alcance, como se pelo tanto que ela esperou estava sendo recompensada com um olá dos céus.
E a chuva caiu brilhando, não só pela magia do momento, mas também pelos reflexos das lâmpadas acesas em volta.
"Menina, volte pra faxina" e a menina não hesitou em hesitar para sair da janela, mas também não demorou e voltou a limpar seu quartinho.
Nos olhos da menina só havia marca das gotas, que a deixaram encantada pelo resto da noite... ou até que a morte (não) quebre o encanto de uma espetacular chuva de verão.
A mãe chamava: vá terminar a arrumação, pare de enrolar, Menina!
mas a Menina não escutava dessa vez, e da janela olhava o prefácio:
um céu claro como se o sol houvesse se despidido há pouco, onde nuvens muito brancas passeavam sem pressa. Nuvens tão brancas, que parecia haver uma lua cheinha ali por cima delas. Mas não, essa claridade em plenas 19:30 era só prenúncio da Coisa Esperada.
O céu que estava limpo em cima da Baía continuou limpo, e apenas acima de sua cabeça a Menina via nuvens mais escuras dançando com as brancas, aquelas por baixo destas mais pareciam imitar os seus contornos, como se estivessem em performance de nado sincronizado.
Tanto elas nadavam pelos céus quanto a Menina se hipnotizava... mais e mais.
De repente, um clarão. E a aflição subiu pelos pés e levantou seus cabelos: ela estava diante do princípio; o princípio inexplicável do paraíso infernal que pode reinar sobre a Terra sem que os homens consigam escapar ou dizer não.
Outro clarão e ela estava extasiada, esperando mais e mais. Porque nunca havia visto relâmpagos acima de si. Sempre na diagonal, sempre na diagonal, era como via os relâmpagos, raios e trovões.
Olhando ainda pra cima, a esperada temporada micro de uma chuva de verão começou a chegar. viu o primeiro pingo ao seu alcance, como se pelo tanto que ela esperou estava sendo recompensada com um olá dos céus.
E a chuva caiu brilhando, não só pela magia do momento, mas também pelos reflexos das lâmpadas acesas em volta.
"Menina, volte pra faxina" e a menina não hesitou em hesitar para sair da janela, mas também não demorou e voltou a limpar seu quartinho.
Nos olhos da menina só havia marca das gotas, que a deixaram encantada pelo resto da noite... ou até que a morte (não) quebre o encanto de uma espetacular chuva de verão.
domingo, 1 de novembro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Mar
Tudo bem, eu só precisava ver um pouco daquilo que eu me proíbo pra poder me saciar de ficar lembrada...lembrada de que o que eu sei que é verdade é e ninguém mais precisa saber. Quem quiser saberá e quem não quererá? Um dia todo mundo descobre que quer.
Descobre que quer fazer quem nem gente.
Descobre a si mesmo, (mas não esquecer de continuar querendo descobrir mais)
Descobre que dos outros muito resta e que não há espaço para desilusão.
Descobre-se que o mundo está cheio e vazio.
E até mesmo se lembra de descobrir o outro mundo que não deixamos de conciliar em vida terrena.
aquele que é um mundo a parte, e eu ando percebendo dessas coisas.
e enxergando a vontade de conhecê-lo, mesmo temendo perder o juízo lá embaixo.
observar apenas o céu como quem espera que caia um treco de lá... mas tem quem prefira cair no outro mundo...
Descobre que quer fazer quem nem gente.
Descobre a si mesmo, (mas não esquecer de continuar querendo descobrir mais)
Descobre que dos outros muito resta e que não há espaço para desilusão.
Descobre-se que o mundo está cheio e vazio.
E até mesmo se lembra de descobrir o outro mundo que não deixamos de conciliar em vida terrena.
aquele que é um mundo a parte, e eu ando percebendo dessas coisas.
e enxergando a vontade de conhecê-lo, mesmo temendo perder o juízo lá embaixo.
observar apenas o céu como quem espera que caia um treco de lá... mas tem quem prefira cair no outro mundo...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
caminha
o que houve o que houve eu não sei...
percebeu que choveu choveu par de 3 dias seguidos e caiu o mundo pra poder nascer o sol outro dia. outro dia de ontem que eu nem pude ver o sol.
mas hoje o vento é mais quente e o meu pântano particular pretende virar um quarto outra vez, e a casa inteira volta a ser casa.
me tranquei no pântano porque ele está com mania de me trazer fertilidade. não só de ideias, mas também de coisas novas que não fazem parte do eumeu.
e esquecer as falas, e errar as músicas, isso não é páreo pra felicidade. que no certinho não deu certo, não veio direito. mas naquele dia eu me larguei e não dormi pra poder fingir brincante e fui de embalo.
não sei se tá fácil de compreender mas tá tão fácil dizer. é disso tudo que eu tô pensando e falando que eu tô sentindo o sol bater e esquentar, fazer txxxx quando bate nessas ideias novas e faz caminhar...
não importa da onde vem a energia e o calor, e até que o sol é maravilhoso quanto a isso. (só preciso dos sol então)
percebeu que choveu choveu par de 3 dias seguidos e caiu o mundo pra poder nascer o sol outro dia. outro dia de ontem que eu nem pude ver o sol.
mas hoje o vento é mais quente e o meu pântano particular pretende virar um quarto outra vez, e a casa inteira volta a ser casa.
me tranquei no pântano porque ele está com mania de me trazer fertilidade. não só de ideias, mas também de coisas novas que não fazem parte do eumeu.
e esquecer as falas, e errar as músicas, isso não é páreo pra felicidade. que no certinho não deu certo, não veio direito. mas naquele dia eu me larguei e não dormi pra poder fingir brincante e fui de embalo.
não sei se tá fácil de compreender mas tá tão fácil dizer. é disso tudo que eu tô pensando e falando que eu tô sentindo o sol bater e esquentar, fazer txxxx quando bate nessas ideias novas e faz caminhar...
não importa da onde vem a energia e o calor, e até que o sol é maravilhoso quanto a isso. (só preciso dos sol então)
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